Imóvel usado como residência não pode ser penhorado

Data:

Caso haja impenhorabilidade, esta recairá sobre o bem de menor valor

Imóvel usado como residência não pode ser penhorado. O entendimento unânime é da 1ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Impenhorabilidade de bem de família
Créditos: FabioBalbi / iStock

A 1º Vara da comarca de Trombudo Central levou em consideração que a família tinha outros imóveis além do que era alvo do processo, o que entrava em desacordo com a Lei n. 8.009/90. Também foi questionado o caráter residencial do apartamento.

O desembargador Salim Schead dos Santos, relator do agravo de instrumento no TJ, afirmou que ao contrário do que foi afirmado na decisão “não é necessária a prova de que o imóvel em que reside a família do devedor é o único de sua propriedade”.

O relator ainda destacou que, de acordo com o artigo 5º da Lei n. 8.009/90, no caso da família possuir outros imóveis a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor.

O morador do apartamento, titular do processo, apresentou a fatura de energia elétrica do imóvel em seu nome e atas de assembleias do condomínio que apontavam a eleição de sua esposa como síndica.

“Havendo prova suficiente do uso residencial, a descaracterização do bem de família competiria ao exequente”, afirmou o magistrado.

Na decisão, o desembargador mencionou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que descarta a necessidade da comprovação da singularidade patrimonial para fins de impenhorabilidade do bem de família.

Agravo de Instrumento 0183224-44.2013.8.24.0000

Clique aqui para ler a decisão.

Notícia produzida com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Saiba mais:

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Hysa Conrado
Hysa Conrado
É jornalista, formada pela Universidade São Judas. Tem experiência na cobertura do Poder Judiciário, com foco nas cortes estaduais e superiores. Trabalhou anteriormente no SBT e no portal Justificando/Carta Capital.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJ-PI apresenta novas ferramentas de Inteligência Artificial para modernizar serviços do Judiciário

O Tribunal de Justiça do Piauí apresentou novas ferramentas de Inteligência Artificial desenvolvidas pelo Opala Lab para auxiliar magistrados e servidores, otimizar processos e modernizar os serviços judiciais. As soluções incluem sistemas de transcrição de audiências, análise processual e organização de bases de conhecimento, com foco em segurança, autonomia tecnológica e eficiência.

TJ-SP analisará pedido para excluir filiação materna do registro civil

O TJ-SP deverá analisar recurso de uma mulher que busca excluir a filiação materna de sua certidão de nascimento após relatar ter sido vítima de graves abusos durante a infância. Embora a sentença de primeiro grau tenha reconhecido os traumas e autorizado a retirada dos sobrenomes maternos, o pedido de desconstituição da maternidade foi negado sob o fundamento de que a filiação biológica deve permanecer registrada.

TJ mantém condenação de Marcelo Crivella por uso não autorizado de imagem em campanha eleitoral

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do senador Marcelo Crivella ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um estudante que teve sua imagem e seu depoimento utilizados, sem autorização, em propaganda eleitoral. A Corte rejeitou novos recursos da defesa e preservou a sentença que também envolve o Partido Republicanos.

Licenciamento de novos data centers no Ceará reacende debate sobre impactos ambientais e consumo de energia

Dois novos projetos de data centers em Caucaia (CE) estão em fase de licenciamento ambiental e poderão consumir energia equivalente à utilizada por 4,5 milhões de residências, volume superior ao total de domicílios do estado. A dimensão dos empreendimentos intensificou o debate sobre os impactos ambientais, o consumo de água, o licenciamento simplificado e a necessidade de consulta às comunidades potencialmente afetadas.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo