Motorista que se recusar a fazer teste do bafômetro deve ser multado

Data:

Empresário deverá pagar R$ 1.915,40; ele também teve a habilitação para dirigir suspensa por um ano

Motorista que se recusar a fazer teste do bafômetro deve ser multado. O entendimento é da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A corte manteve sentença de primeiro grau.

Crime de lesão corporal na direção de veículo não pode ser absorvido pelo de embriaguez ao volante, diz STJ
Créditos: Niyazz / Shutterstock.com

No caso, um empresário foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e informado de que deveria esperar a chegada do equipamento para fazer o teste. Os policiais explicaram que seria anotado caso ele não esperasse.  

O motorista decidiu ir embora e foi multado em R$ 1.915,40 e teve sua carteira de motorista suspensa por um ano.

Ele ajuizou uma ação na 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves (RS). Pediu o reembolso corrigido do valor da multa e a anulação da suspensão. O pedido negado.

No TRF4, ele argumentou que não havia nenhuma prova que atestasse sua a embriaguez. Disse também que se recusou a esperar a chegada do bafômetro porque estava cansado do trabalho.

O relator do caso, desembargador federal Luís Alberto D’Azevedo Aurvalle, afirmou que “a simples recusa do condutor de submeter-se ao exame do etilômetro (…) constitui infração autônoma”.

O magistrado destacou ainda que a conduta da PRF está em acordo com o artigo 277 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O dispositivo que determina as mesmas penalidades e medidas administrativas para motoristas sob efeito de álcool e para aqueles que se recusarem a fazer o teste.

Processo 50015238120184047113

Clique aqui para ler a decisão.

Notícia produzida com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional Federal da 4º Região.

Saiba mais:

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Hysa Conrado
Hysa Conrado
É jornalista, formada pela Universidade São Judas. Tem experiência na cobertura do Poder Judiciário, com foco nas cortes estaduais e superiores. Trabalhou anteriormente no SBT e no portal Justificando/Carta Capital.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo