STJ alerta para golpe com falso atendimento judicial via WhatsApp

Data:

Mensagem em aplicativo de celular serve como prova de rescisão de contrato de corretagem
Créditos: carballo / Shutterstock.com

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu alerta sobre um novo tipo de golpe em que criminosos entram em contato com cidadãos por meio do WhatsApp, passando-se por representantes da Corte com o objetivo de obter vantagens financeiras. Em muitos casos, os estelionatários utilizam perfis falsos com imagens e símbolos associados ao STJ para dar aparência de legitimidade às abordagens.

O tribunal esclarece que não possui canal de atendimento judicial pelo WhatsApp e não realiza contatos sem prévia solicitação do interessado. Também não há, em nenhuma hipótese, pedido de pagamento, repasse de valores, fornecimento de senhas ou compartilhamento de dados pessoais em atendimentos feitos pela instituição. Qualquer solicitação desse tipo deve ser considerada suspeita.

Para consultas processuais e esclarecimentos, o STJ disponibiliza o Balcão Virtual, que funciona por meio da plataforma Zoom, mediante requerimento formal. Eventuais contatos complementares, quando necessários, são realizados exclusivamente por e-mail.

A Corte também informa que não efetua ligações telefônicas para complementar informações processuais. Para atendimento oficial, o público pode utilizar apenas os números fixos (61) 3319-8000, para informações gerais, e (61) 3319-8410, para dados processuais.

Por fim, o STJ reforça a importância de atenção aos canais institucionais. O tribunal não utiliza números de telefone celular, nem outros prefixos ou DDDs, para se comunicar com partes ou advogados. Qualquer contato fora desses padrões deve ser tratado como tentativa de golpe.

(Com informações do STJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo