STJ passa a usar “advogada” em crachás após solicitação da OAB

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STJ passa a usar “advogada” em crachás após solicitação da OAB | Juristas
Alex Staroseltsev/Shutterstock.com

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) passou a adotar a designação “advogada” nos crachás de acesso às suas dependências, atendendo a um pedido do Conselho Federal da OAB. A mudança busca reconhecer de forma mais adequada a identidade profissional feminina no meio jurídico.

Origem do pedido

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda da advogada Raquel Candido, que questionou o uso do masculino genérico para identificar profissionais da advocacia. O pedido foi levado à Ordem dos Advogados do Brasil e posteriormente encampado pelo presidente da entidade, Beto Simonetti, que formalizou a solicitação junto ao tribunal.

Fundamentação

No documento encaminhado ao STJ, a OAB destacou que a forma como instituições públicas se dirigem às profissionais impacta diretamente o sentimento de pertencimento e valorização no ambiente jurídico.

A entidade também apontou dados do Cadastro Nacional da Advocacia, segundo os quais as mulheres já são maioria na profissão, representando cerca de 52% do total de inscritos.

Mudança adotada

Em resposta, o STJ acolheu o pleito e passou a utilizar a nomenclatura no feminino nos crachás, ajustando a identificação das profissionais que acessam a Corte.

Importância da medida

Para a advogada que iniciou a demanda, a mudança tem caráter coletivo e simbólico, beneficiando todas as mulheres da advocacia. Segundo ela, o uso correto do termo vai além da linguagem, representando respeito institucional e reconhecimento da identidade profissional feminina.

(Com informações do Migalhas)

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