TJ-PB declara inconstitucional lei que tentava alterar a Lei do Gabarito em João Pessoa

Data:

Certificação Digital - Jampa
Créditos: flowerino / iStock

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) formou maioria para declarar a inconstitucionalidade formal da lei municipal que buscava modificar a chamada Lei do Gabarito, norma que define os limites de altura das construções na faixa litorânea de João Pessoa.

De acordo com informações do Polêmica Paraíba, a proposta apresentava vício formal grave, uma vez que não observou requisitos essenciais do processo legislativo, como a participação popular obrigatória e a publicidade adequada. Diante dessa irregularidade, o mérito da lei — que pretendia flexibilizar parâmetros urbanísticos e permitir edificações mais altas na orla — não chegou a ser analisado.

O relator do processo, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, ressaltou que a faixa litorânea de João Pessoa possui regime jurídico protetivo especial, em razão de sua importância ambiental, cultural e turística. Segundo ele, a norma poderia servir para regularizar construções irregulares já existentes, abrindo um precedente perigoso e comprometendo o controle urbanístico do poder público.

Lei do Gabarito

A Lei do Gabarito estabelece limites de altura escalonados para edificações situadas a até 500 metros da orla marítima, com o objetivo de preservar a paisagem natural, a ventilação urbana e o equilíbrio ambiental. A legislação também protege a área como patrimônio ambiental, cultural e histórico da capital paraibana.

Na ação, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) sustentou que a nova lei representaria um retrocesso urbanístico e ambiental, ao alterar a forma de cálculo da altura dos prédios e possibilitar a legalização de construções irregulares.

Por outro lado, a Prefeitura de João Pessoa, a Câmara Municipal e representantes do setor da construção civil defenderam a validade da norma, argumentando que ela estimulava o desenvolvimento urbano, respeitava a Constituição e oferecia segurança jurídica para empreendimentos previamente aprovados.

(Com informações do site Polêmica Paraíba)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Governo cria regras para combater cambismo digital e ampliar proteção de consumidores em eventos

O governo federal regulamentou a venda, a revenda e a transferência de ingressos pela internet com medidas destinadas a combater o cambismo digital, ampliar a transparência e proteger direitos dos consumidores. A regulamentação estabelece regras para filas, meia-entrada, taxas, revenda, transferência e reembolso. Outro decreto determina a disponibilização gratuita de água potável em eventos culturais, com regras específicas para eventos com mais de mil pessoas.

Tribunal do Júri condena corintiano por matar esposa palmeirense após discussão

O Tribunal do Júri condenou o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, ocorrida em 2021. A vítima foi atingida por oito golpes de faca após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Os jurados reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença dos filhos do casal. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Júri condena homem acusado de orquestrar assassinato do rapper Tupac Shakur

Resumo: Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi considerado culpado por um júri de Las Vegas por participação no assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996. A acusação sustentou que Davis organizou a ação e estava no veículo de onde partiram os disparos, enquanto a defesa questionou a existência de provas independentes. Davis poderá ser condenado à prisão perpétua, e o caso ainda poderá ser objeto de recursos

CNJ avalia tornar obrigatório resumo estruturado em petições e recursos em todo o país

O CNJ avalia criar uma regra nacional para exigir resumos estruturados em petições iniciais e recursos, contendo informações como fatos, pedidos, decisões questionadas e fundamentos legais. A proposta busca uniformizar procedimentos e facilitar a utilização de ferramentas de inteligência artificial no Judiciário, mas também levanta discussões sobre formalismo processual, direito de acesso à Justiça e a necessidade de supervisão humana no uso da tecnologia.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo