TJ-SP confirma condenação de mulher por injúria racial contra médico e ameaça a enfermeira

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racismo
Créditos: Zolnierek / iStock

A 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de uma mulher que insultou um médico com expressões racistas e ameaçou uma enfermeira dentro de um hospital da capital. A decisão confirma integralmente a sentença da 5ª Vara Criminal, proferida pelo juiz Eduardo Pereira Santos Junior.

A ré recebeu penas que somam dois anos de reclusão e um mês e cinco dias de detenção, inicialmente em regime aberto. As punições foram substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa, conforme permitido pela legislação.

Entenda o caso

Conforme consta nos autos, a mulher visitava a avó internada quando, em estado de nervosismo, pediu ao médico um medicamento calmante. O profissional explicou que o hospital só realizava atendimentos de urgência e orientou que ela procurasse o Caps ou uma UPA.

Diante da negativa, a acusada passou a direcionar ofensas de caráter racista ao médico e, em seguida, ameaçou uma enfermeira que estava de plantão.

Fundamentos da decisão

Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Mens de Mello, destacou que os fatos não podem ser considerados uma brincadeira ou exagero momentâneo, como alegado pela defesa.

Os advogados sustentavam que a ré é portadora de transtorno bipolar, o que comprometeria sua capacidade de compreensão do ato. O magistrado, contudo, afastou essa tese, enfatizando:

  • O transtorno bipolar não torna automaticamente o agente inimputável.
  • Pelo critério biopsicológico, só há exclusão de responsabilidade quando a condição mental impede o discernimento — o que não ocorreu no caso.

O voto foi acompanhado, de forma unânime, pelos desembargadores Klaus Marouelli Arroyo e Ivana David.

Processo

  • Apelação: 1523579-58.2024.8.26.0228

(Com informações do ConJur)

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