Startups estão liberadas de alvarás e licenças para funcionamento e testes

Data:

“MP da Liberdade Econômica” também alcança pequenas empresas

Pequenas empresas e startups estão liberadas de alvarás e licenças de funcionamento e testes. É o que institui a “Medida Provisória da Liberdade Econômica”, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Governo Federal. A ideia é estabelecer normas gerais de garantias de livre mercado, a análise de impacto regulatório e incentivar a inovação.

prestação jurisdicional
Créditos: undefined undefined | iStock

De acordo com o texto, pessoas físicas e jurídicas estarão isentos de qualquer ato de liberação por parte do Poder Público para desenvolver negócios de baixo risco. Estados e municípios terão autonomia para editar normas específicas sobre o que configuram atividades de baixo risco.

A MP ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas já foi apresentada pelo Ministério da Economia. Segundo o governo, as diretrizes terão impacto sobre normas de Direito Civil, Empresarial, Econômico, Urbanístico e do Trabalho.

O Congresso tem até 120 dias para aprovar ou modificar o texto.

Saiba mais:

Imunidade burocrática

A Medida prevê também uma “imunidade burocrática” para negócios em inovação. Segundo o texto, pequenas empresas e startups não precisarão mais de alvarás de funcionamento para testar produtos e serviços que não afetem a saúde ou a segurança pública e sanitária.

O texto também altera a Lei 6.404/1976 e permite que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reduza o nível de exigência para a entrada de pequenos e médios empreendedores no mercado de capitais.

A MP busca, ainda, padronizar a interpretação de fiscais e agentes públicos sobre pedidos de alvará e licença. A partir de agora, qualquer decisão terá caráter vinculante. Além disso, o texto impõe prazos à administração pública federal. Caso estoure o prazo máximo a ser definido por cada órgão, a aprovação desses pedidos será imediata. Também equipara a validade de documentos físicos e digitais.

Clique aqui para ler a apresentação da Medida Provisória.

Notícia produzida com informações do Portal Brasil.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Caio Proença
Caio Proença
Jornalista pela Cásper Líbero. Trabalhou em O Diário do Pará, R7.com, Estadão/AE e Portal Brasil.

1 COMENTÁRIO

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo