Justiça do Trabalho suspende demissões em massa das Casas Bahia em todo o país

Data:

dispensa
Créditos: Michał Chodyra | iStock

A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões em massa realizadas pelas Casas Bahia em diferentes regiões do país. A decisão foi proferida na terça-feira (18) pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, após pedido apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio.

A medida determina o restabelecimento dos vínculos trabalhistas dos empregados dispensados e a manutenção dos benefícios assistenciais, como o plano de saúde.

Demissões ocorreram após pedido de recuperação judicial

A decisão foi tomada após a rede varejista protocolar pedido de recuperação judicial. Na semana passada, aproximadamente 1.900 trabalhadores foram demitidos e cerca de 300 lojas foram fechadas.

A entidade sindical buscou na Justiça impedir as dispensas coletivas realizadas pela empresa.

Ao analisar o pedido, a magistrada entendeu que as demissões ocorreram sem a participação do sindicato da categoria. Segundo a decisão, a intervenção sindical é necessária nos casos de dispensa coletiva, conforme a legislação e o entendimento consolidado pela Justiça do Trabalho.

Sindicato deve participar de novas demissões coletivas

A decisão esclarece que a determinação judicial não impede as Casas Bahia de realizar futuras dispensas. Entretanto, eventual demissão coletiva deverá ser precedida de comunicação aos trabalhadores e de uma oportunidade efetiva de negociação com o sindicato.

Assim, novas dispensas em massa somente poderão ocorrer mediante interlocução com a entidade sindical representativa dos empregados.

A liminar estabeleceu prazo de cinco dias para que a empresa restabeleça os vínculos trabalhistas dos empregados atingidos pela medida.

Em relação aos benefícios assistenciais, como o plano de saúde, o prazo determinado foi de 48 horas.

Casas Bahia afirma que respeita decisão

Em nota, as Casas Bahia informou que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos solicitados pela Justiça.

Também em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio destacou a importância da decisão para os trabalhadores do setor varejista.

Segundo a entidade, a medida representa uma importante garantia dos direitos dos comerciários diante de processos de demissão coletiva.

(Com informações da Agência Brasil por Priscila Thereso)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

EUA desarticulam esquema de casamentos falsos para obtenção de green cards com participação de brasileiros

Autoridades dos Estados Unidos acusaram seis cidadãos americanos de envolvimento em um esquema de casamentos falsos em Massachusetts para facilitar a obtenção de green cards. A rede cobraria até US$ 40 mil por união fictícia e teria envolvido diversos brasileiros, além de utilizar contratos, fotografias e pessoas para simular relacionamentos legítimos.

Câmeras em banheiros de escolas são proibidas no Paraná

O Paraná proibiu câmeras em banheiros e vestiários das escolas estaduais após uma estudante encontrar um dispositivo em um colégio de Cambé. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso, e a Secretaria de Educação instaurou apuração administrativa.

Golpe com audiência judicial falsa criada por IA causa prejuízo de R$ 324 mil a empresário

Um empresário de 72 anos perdeu cerca de R$ 324 mil após participar de uma falsa audiência judicial criada com inteligência artificial. Enganado por criminosos que simularam autoridades e advogados, ele realizou três transferências bancárias e decidiu processar o banco que autorizou as operações.

Som alto prejudica trabalho de advogado e lojas terão de indenizar

A Justiça de Santa Catarina condenou as Lojas Colombo e o Magazine Luiza a pagar R$ 3 mil por danos morais a um advogado cujo trabalho era prejudicado pelo som alto dos estabelecimentos. As empresas também deverão controlar o volume da música para não interferir no escritório vizinho.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo