Portal Juristas lança cartilha de utilidade pública sobre o Golpe do Falso Advogado

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O Portal Juristas lançou a cartilha “Golpe do Falso Advogado”, material de utilidade pública elaborado por Wilson Furtado Roberto, com o objetivo de orientar cidadãos, clientes de escritórios de advocacia e profissionais do Direito sobre uma fraude cada vez mais recorrente no Brasil.

A cartilha explica o que é o golpe, como os criminosos agem e quais cuidados devem ser adotados para evitar prejuízos financeiros e preservar a confiança na advocacia.

Segundo o material, o golpe ocorre quando criminosos se passam por advogado, assessor jurídico, funcionário de escritório ou até servidor público para convencer a vítima a realizar pagamentos, geralmente via PIX, sob a falsa promessa de liberação de valores judiciais, indenizações, precatórios ou revisões previdenciárias. Para tornar a abordagem mais convincente, os golpistas usam informações reais, como nome do advogado, número de inscrição na OAB, dados do processo, nomes das partes e até documentos falsificados.

A cartilha alerta que a fraude deixou de ser um caso isolado e passou a atingir simultaneamente dois lados: o cliente, que pode perder dinheiro em poucos segundos, e a advocacia, cuja credibilidade é afetada pela utilização indevida do nome e da imagem de profissionais. O material destaca ainda que criminosos exploram engenharia social, linguagem jurídica, sensação de urgência e supostas “boas notícias” para reduzir a desconfiança da vítima.

De acordo com a publicação, o golpe costuma começar por WhatsApp ou ligação telefônica. O criminoso utiliza foto e nome reais do advogado, mas entra em contato por número diferente do habitual. Em seguida, informa que a causa foi ganha ou que há valores a receber, cria pressão com prazos curtos e exige o pagamento de uma falsa taxa para “desbloqueio”, “liberação” ou “evitar cancelamento” do crédito.

A cartilha também chama atenção para o uso de documentos falsos, sites clonados, perfis falsos em redes sociais, áudios e vídeos com jargão jurídico. Esses elementos são empregados para dar aparência de legitimidade ao golpe e fazer com que a vítima acredite estar tratando com o verdadeiro advogado ou escritório responsável pelo caso.

Entre os principais sinais de alerta estão: contato por número desconhecido, cobrança urgente por PIX, promessa de liberação de valores mediante taxa antecipada, pedido de senhas ou dados bancários, pressão emocional, prazos curtíssimos e chave PIX em nome de pessoa física. A recomendação central é simples: diante de qualquer cobrança suspeita, a vítima deve interromper a conversa e confirmar diretamente com o advogado ou escritório pelos canais oficiais já conhecidos.

A publicação reforça que a Justiça não exige depósitos antecipados em contas pessoais para liberar indenizações, precatórios ou valores de processos. Caso a vítima tenha realizado algum pagamento, a orientação é reunir provas, salvar conversas, comprovantes e dados bancários, registrar boletim de ocorrência, comunicar o banco imediatamente e avisar o advogado verdadeiro para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Com linguagem acessível e visual didático, a cartilha busca ampliar a conscientização pública sobre uma modalidade de fraude que se aproveita da confiança entre cliente e advogado. O material também serve como ferramenta preventiva para escritórios de advocacia, que podem orientar seus clientes sobre canais oficiais de atendimento e procedimentos seguros de comunicação.

Ao final, o Portal Juristas reforça duas atitudes essenciais para combater o golpe: conferir e denunciar. A orientação é sempre desconfiar de cobranças urgentes, confirmar qualquer informação por canal oficial e denunciar tentativas de fraude às autoridades competentes.

Leia a cartilha abaixo:

Clique aqui para efetuar o download desta cartilha.

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