Justiça bloqueia contas de Thiago Brennand, mas encontra apenas R$ 1.145

Data:

Universidade
Créditos: h4ckermodify / iStock

A Justiça paulista determinou o bloqueio das contas bancárias do empresário Thiago Brennand em um processo relacionado a uma dívida de aproximadamente R$ 2,4 milhões referente a um contrato de aluguel. No entanto, o valor encontrado nas contas foi de apenas R$ 1.145,14. A informação é da coluna do Rogério Gentile, no UOL.

Thiago Brennand ganhou notoriedade nacional no ano passado quando câmeras de segurança o flagraram agredindo uma modelo em uma academia de ginástica em São Paulo. Após fugir, ele foi preso nos Emirados Árabes e extraditado para o Brasil em 29 de abril.

Deferida liminar que questiona suspensão condicional de processo de acusado de violência doméstica
Créditos: YAKOBCHUK VIACHESLAV / shutterstock.com

O empresário enfrenta diversas ações penais na Justiça, incluindo acusações de estupro, ameaça, lesão corporal e cárcere privado. Em um vídeo gravado no exterior, Brennand alegou ser inocente e vítima de perseguição. “Não estou fugindo. Prisão ilegal? Quem vai se submeter a um Estado de exceção. Vocês mexeram com a pessoa errada. Vocês morrem de inveja. Branco, heterossexual inegociável. Armamentista, óbvio. Conservador, sempre.”

O processo por dívida foi iniciado em 2013 pela empresa GYR2 Empreendimentos e Participações, que havia locado um apartamento no Panamby, São Paulo, para Brennand.

O montante de R$ 2,4 milhões abrange aluguéis atrasados, IPTU e uma compensação por reparos no imóvel, além de englobar multas, juros e a correção monetária.

fraude
Créditos: utah778 | iStock

O empresário já foi condenado e não tem mais a opção de apelar em relação ao mérito, pois o processo já está definitivamente decidido. Sua única possibilidade de contestação recai sobre o cálculo da atualização da dívida.

Como ele não honrou a condenação, o tribunal ordenou o bloqueio de suas contas, e o valor obtido será transferido para o credor nos próximos dias. Medidas adicionais poderão ser tomadas para assegurar o pagamento integral do débito.

Brennand disse na defesa apresentada à Justiça que havia alugado o imóvel em caráter informal e por um curto intervalo de tempo, pois o seu apartamento, no mesmo edifício, seria reformado.

Ele afirmou que estava viajando durante a fase de negociação e que somente ao chegar a São Paulo, depois do acordo estabelecido, tomou conhecimento da situação “precária em que o imóvel se encontrava”.

Ele alegou que, três meses após identificar os problemas não resolvidos, optou por encerrar o contrato de locação e devolver as chaves. O empresário afirmou que, devido à informalidade do acordo, não estava obrigado a pagar multas ou indenizações pela rescisão.

A Justiça não acolheu essa argumentação e enfatizou que Brennad, ao contrário do que afirmava, não havia sequer devolvido as chaves do imóvel. O proprietário só conseguiu recuperar o acesso ao apartamento com a assistência de um chaveiro.

Com informações do UOL.


Você sabia que o Portal Juristas está no Facebook, Twitter, Instagram, Telegram, WhatsApp, Google News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF retoma julgamento sobre uso da metragem dos imóveis no cálculo do IPTU

O STF retomou a análise de recurso apresentado por Chapecó (SC) contra decisão que considerou inconstitucional a definição da alíquota do IPTU com base na área construída do imóvel. O julgamento pode repercutir sobre legislações municipais, critérios de tributação e pedidos de restituição, além de suscitar debates sobre segurança jurídica e eventual modulação dos efeitos da decisão.

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo