Apesar da legalização do casamento gay, Taiwan impôs limites à mudança

Data:

Primeiro país da Ásia a reconhecer a união homoafetiva, limita, por exemplo, a adoção de crianças pelos casais

Apesar de Taiwan ser o primeiro país asiático a legalizar o casamento gay, a lei que garante o direito impõe diversas restrições à união. É proibida, por exemplo, que os casais adotem crianças sem vínculo biológico. As informações são da revista britânica The Economist.

Três anos depois de decisão do CNJ sobre casamento gay, uniões aumentam 51%
Créditos: MicroOne/Shutterstock.com

Outros impedimentos são a proibição ao casamento com estrangeiros vindos de países que não reconheçam a união homoafetiva e a adoção de mesmo sobrenome pelos casais.

Os limites impostos contrastam com o fato de o país tem uma das maiores paradas gay anuais da Ásia. A lei foi aprovada pelo Parlamento sexta-feira (17/5) e vem dois anos após a Corte Superior do país considerar inconstitucional uma lei restringia o casamento a um homem e uma mulher, mas não dá direitos iguais a casais homoafetivos.

A aprovação foi considerada uma vitória para o partido da presidente Tsai Ing-wen.

Saiba mais:

Em 2017, a Corte Superior do país determinou que, caso o Parlamento não agisse no sentido de legislar em favor da legalização do casamento homoafetivo em até dois anos, casais homossexuais poderiam registrar seus casamentos com autoridades locais a partir da próxima quinta-feira (24/5).

O entendimento é de que a legislação anterior violava o direito a tratamento igualitário entre cidadãos. Mais de 250 casais chegaram a se inscrever, de acordo com o Ministério do Interior. Segundo a The Economist, os projetos dariam status de segunda classe a casamentos homossexuais.

A medida sofreu forte oposição, que só na semana passada chegou a apresentar três projetos de lei sobre o tema.
Em 2018, um referendo rejeitou o casamento entre pessoas do mesmo sexo por 67% dos votos.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Caio Proença
Caio Proença
Jornalista pela Cásper Líbero. Trabalhou em O Diário do Pará, R7.com, Estadão/AE e Portal Brasil.

1 COMENTÁRIO

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Justiça concede liminar e permite funcionamento temporário de casa de aposta

Justiça Federal em São Paulo concede liminar que permite à Stake Brazil continuar operando até 25 de outubro de 2026. A decisão considera a necessidade de observar um prazo de transição antes da suspensão das atividades.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo