Sob ordem judicial, Bolsonaro se retrata com pedido de desculpas a Maria Rosário

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Bolsonaro disse que a parlamentar não merecia ser estuprada porque era “muito feia”

Ontem (13), o presidente da república Jair Bolsonaro publicou em seu perfil na rede social Twitter um pedido de desculpas a deputada Maria do Rosário. A retratação é a respeito do episódio ocorrido em 2014, em que Bolsonaro, à época deputado, afirmou que a parlamentar não merecia ser estuprada por ser muito feia. Com essa postagem, o presidente cumpre ordem judicial que também havia o condenado a pagar danos morais.

Sob ordem judicial, Bolsonaro se retrata com pedido de desculpas a Maria Rosário | Juristas
Créditos: Reprodução | Twitter

Em 2014, Maria do Rosário discursou na Câmara criticando a ditadura militar, Bolsonaro, subiu à tribuna e rebateu dizendo: “Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir”. A fala do então deputado repetiu um episódio ocorrido em 2003, em que Jair Bolsonaro disse que não estupraria a parlamentar porque ela não merecia.

Um dia após a declaração, o deputado justificou sua fala em entrevista ao Zero Hora dizendo que “ela não merece porque é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”.

Sob ordem judicial, Bolsonaro se retrata com pedido de desculpas a Maria Rosário | Juristas
Créditos: Reprodução

Em 2015, Bolsonaro foi condenado em primeiro grau a indenizar a deputada em R$ 10 mil, por danos morais, e a postar a decisão em sua página oficial no YouTube, sob pena de multa diária. O deputado interpôs recurso, contudo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) manteve a sentença e determinou a publicação de retratação também em um jornal de grande circulação e em sua página oficial no Facebook. Em 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a mesma decisão.

Em fevereiro deste ano, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF) também manteve decisão no ponto sobre os danos morais e a retratação pública.

Notícia produzida com informações do Migalhas.

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