TRF4 decide que visitas a Lula não precisarão mais ser agendadas

Data:

Decisão é da 8ª Turma em julgamento realizado no último dia 12

visitação
Créditos: Tolikoff Photography | iStock

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu por unanimidade em dar provimento ao recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da qual afastou a necessidade de agendamento de visitas ao ex-presidente com uma semana de antecedência. A decisão ocorreu em julgamento da 8ª Turma realizado no último dia 12 de junho.

A defesa interpôs agravo de execução penal contra decisão da 12ª Vara Federal de Curitiba que julgou legal a determinação pela Polícia Federal de agendamento prévio de uma semana para visitas sociais à Lula.

De acordo com o relator, o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, embora o cadastramento seja condição razoável à realização de visitas e inerente ao controle de visitação de estabelecimentos prisionais, é possível fazê-lo no momento de ingresso na unidade. Em seu voto, Gebran afirmou que a necessidade de agendamento com uma semana de antecedência não está contemplada na legislação.

Processo 50474269020184047000/TRF

 

DECISÃO:

Prosseguindo no julgamento, após o voto-vista do Desembargador Federal Leandro Paulsen e do voto do Desembargador Federal Victor Luiz Dos Santos Laus, a 8ª Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento ao agravo de Execução penal.

(TRF4, AGRAVO DE EXECUÇÃO PENAL Nº 504742690.2018.4.04.7000/PR ; RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL JOÃO PEDRO GEBRAN NETO ; PRESIDENTE: DESEMBARGADOR FEDERAL LEANDRO PAULSEN ; ; PROCURADOR(A): DOUGLAS FISCHER ; AGRAVANTE: LUIZ INACIO LULA DA SILVA (AGRAVANTE) ; ADVOGADO: CRISTIANO ZANIN MARTINS (OAB SP172730) ; AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO). Data do Julgamento: 12 de junho de 2019.)

 

Notícia produzida com informações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

5ª Edição do International Insolvency Law Conference: um encontro de destaques no campo jurídico internacional

Estão oficialmente abertas as inscrições para a 5ª Edição do International Insolvency Law Conference, um evento imperdível que reunirá profissionais e pesquisadores de destaque no campo da insolvência empresarial. Marcado para os dias 7 e 9 de março, este congresso promete ser um ponto de convergência para diálogos significativos e análises profundas sobre temas cruciais relacionados à recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência, tanto em âmbito nacional quanto internacional.

Dono de imóvel no RN será indenizado por concessionária de energia após danos causados em imóvel após troca de poste

A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) e uma empresa contratada por esta foram condenadas a indenizar um consumidor em R$ 25 mil por danos materiais causados durante a troca de postes no município de Caicó-RN. A decisão da 2ª Vara da comarca também determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais ao proprietário do imóvel, com juros e correção monetária, pela concessionária de energia. Além disso, foi autorizado o levantamento de R$ 2.700,00 em aluguéis.

Procon-SP notifica Uber para explicar política de preços

O Procon-SP emitiu uma notificação nesta sexta-feira (23) para o aplicativo de transporte Uber, solicitando explicações sobre sua política de preços, conhecida como tarifa dinâmica. Nesse sistema, o valor das corridas pode variar com base na demanda, o que pode impactar especialmente em dias com problemas no transporte público, como interrupções no metrô.

UFSC não é responsável por furto de veículo em estacionamento público, decide justiça

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não será obrigada a indenizar uma ex-funcionária do Hospital Universitário (HU) pelo furto de seu veículo em um estacionamento do campus aberto ao público. A decisão foi tomada pela 5ª Vara Federal de Blumenau, que considerou que, como o local do furto era de acesso público e gratuito, a universidade não tinha o dever de vigilância.