Empresário que contratou matadores de aluguel para executar ex da esposa é condenado

Data:

Direito e Justiça
Créditos: AerialMike / Depositphotos

Um empresário que contratou 2 (dois) sicários para executar o ex-marido de sua atual companheira foi condenado em júri popular na comarca de Concórdia, em Santa Catarina (SC), depois de mais de 13 horas de sessão. Os 2 (dois) matadores de aluguel – que falharam em 2 (duas) oportunidades, embora tenham disparado 16 (dezesseis) tiros sem que nenhum deles alvejasse a vítima – também foram julgados na sessão e apenados.

O autor intelectual, que também foi responsável por entregar as armas aos executores, foi condenado a 11 (onze) anos, 5 (cinco) meses e 26 (vinte e seis) dias de reclusão. Um dos atiradores, que participou das duas tentativas de homicídio, recebeu a mesma pena. O terceiro participante do crime, que esteve presente apenas na segunda ação delituosa, foi sentenciado a 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de prisão. Todos em regime fechado e sem direito de recorrer em liberdade.

O júri iniciou às 9h00 da última terça-feira (30), e a decisão condenatória foi lida minutos depois das 22h00 do mesmo dia. Os jurados reconheceram as qualificadoras, para as tentativas de homicídio, do motivo fútil, da paga ou promessa de recompensa e do recurso que dificultou a defesa da vítima. A sessão foi conduzida pela juíza de direito titular da Vara Criminal da comarca de Concórdia (SC). Os acusados responderam por tentativa de homicídio qualificada e por porte ilegal de arma de fogo – alguns por 2 (duas) vezes.

Segundo a denúncia, o primeiro crime ocorreu na noite de 22 de dezembro de 2021, quando um dos réus chegou de moto na residência da vítima, no interior de Concórdia, e pediu informação sobre o caminho para outra comunidade. Depois da vítima se aproximar e explicar, iniciaram os disparos. Foram 5 (cinco) tiros que não atingiram o morador.

Ainda de segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a segunda tentativa ocorreu 13 (treze) dias depois, na noite de 4 de janeiro de 2022. A vítima e a esposa se recolhiam da varanda para dentro de casa quando 2 (dois) homens, escondidos entre as árvores próximas à residência, iniciaram os disparos. Novamente, nenhum dos 11 (onze) tiros acertou o homem. Os atiradores foram presos momentos depois em um matagal onde se esconderam, e contaram sobre a encomenda do crime.

O empresário havia pago R$ 2.000,00 (dois mil reais) ao atirador que não teve êxito na primeira tentativa, com a promessa de pagar mais R$ 3.000,00 (três mil reais) depois da execução do crime. Foi o mandante quem entregou as armas utilizadas nas duas ocasiões. Para a segunda tentativa, o atirador contratou outro homem ao custo de R$ 500,00 (quinhentos reais), que também recebeu uma arma. De acordo com a investigação, o empresário é casado com a ex-companheira da vítima e havia desavenças acerca de um acordo de divisão de bens feito “por fora” no divórcio.

Autos: 5000423-03.2022.8.24.0019 – Sentença

(Com informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC)

Dano Punitivo
Créditos: AerialMike / Depositphotos
Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo