Defesa de advogado preso por destruir prova aponta que ele se irritou por perder cliente

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Advogado se irritou por perder contrato com cliente.

perder cliente
Créditos: Manfeiyang | iStock

A defesa do advogado Tony Lo Bianco, que foi preso preventivamente por “atrapalhar as investigações” (ele orientou um empresário a mudar um documento de lugar), apontou que ele foi infeliz ao expressar sua revolta ao perder o contrato que tinha com a empresa Kyocera. A empresa integra o consórcio vencedor da licitação para as obras de iluminação do Arco Metropolitano, no Rio de Janeiro, orçada em mais de R$ 96 milhões.

Durante a operação Boca de Lobo, a Polícia Federal grampeou uma ligação do advogado ao empresário César Amorim, também preso, dizendo que a operação “vai complicar o Arco Metropolitano”. A PGR apontou que “verifica-se, assim, um quadro de intrincadas relações envolvendo membros da Orcrim [organização criminosa] e, pior, com a destruição de provas a demonstrar a necessidade da custódia cautelar”.

Por isso, o ministro Felix Fischer, do STJ, autorizou a medida.

A defesa do advogado disse que o cliente sabia que o empresário já tinha sido preso e que seu telefone tinha sido apreendido pela PF. “Logo, nunca poderia referida mensagem se prestar a qualquer fim criminoso, pela absoluta propriedade do meio utilizado, qual seja, mensagem para o telefone apreendido cujo proprietário encontrava-se preso”, argumentou o criminalista. (Com informações do Consultor Jurídico.)

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