CNJ e CNMP regulamentam benefícios a magistrados e membros do MP após decisão do STF

Data:

Associações de magistrados
Créditos: Kuzma | iStock

O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público aprovaram, nesta quinta-feira (9), resolução conjunta que regulamenta o pagamento de verbas indenizatórias e gratificações — os chamados “penduricalhos” — a magistrados e integrantes do Ministério Público.

A medida foi editada em cumprimento a decisão recente do Supremo Tribunal Federal, que determinou a limitação desses benefícios, fixando critérios sobre quais parcelas podem ser pagas sem ultrapassar o teto remuneratório constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil.

Apesar da orientação da Corte, que havia determinado a extinção de alguns auxílios, a nova regulamentação manteve o pagamento de benefícios como auxílio-moradia — em hipóteses específicas — e gratificação voltada à proteção da primeira infância e da maternidade.

A resolução também validou pagamentos já autorizados até 30 de março, como licença remunerada para cursos no exterior e gratificações por participação em cursos ou concursos, mesmo após o julgamento do STF ter sinalizado a necessidade de restrição dessas vantagens.

No julgamento realizado em 25 de março, o STF definiu que indenizações, gratificações e auxílios devem se limitar a até 35% do subsídio dos ministros da Corte. Com isso, a remuneração total de magistrados e membros do Ministério Público pode alcançar valores superiores ao teto, chegando a cerca de R$ 62,5 mil mensais — ou até R$ 78,8 mil no final da carreira, considerando adicionais como o tempo de serviço.

O CNJ esclareceu que o auxílio-moradia será devido apenas a magistrados em situações específicas, como aqueles que atuam fora de sua lotação original. Já a gratificação relacionada à primeira infância foi justificada como medida de promoção da igualdade material e proteção social, especialmente em relação às mulheres.

(Com informações da Agência Brasil por André Richter)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Portal Juristas lança cartilha gratuita sobre cyberbullying: “Não é Brincadeira, é Violência!”

O Portal Juristas lançou a cartilha “Cyberbullying: Não é Brincadeira, é Violência!”, material de utilidade pública elaborado por Wilson Furtado Roberto para orientar a sociedade sobre como reconhecer, prevenir e combater práticas de violência digital. A publicação apresenta linguagem acessível e aborda o cyberbullying como um problema que ultrapassa a tela, afetando a dignidade, a saúde emocional, a convivência escolar e a segurança de crianças, adolescentes e demais usuários da internet.

Portal Juristas lança cartilha de utilidade pública sobre o Golpe do Falso Advogado

O Portal Juristas lançou a cartilha “Golpe do Falso Advogado”, material de utilidade pública elaborado por Wilson Furtado Roberto, com o objetivo de orientar cidadãos, clientes de escritórios de advocacia e profissionais do Direito sobre uma fraude cada vez mais recorrente no Brasil. 

Inteligência Artificial no Judiciário: Os Riscos do Prompt Injection e as Novas Vulnerabilidades

A adoção da Inteligência Artificial (IA) no ecossistema jurídico brasileiro vem crescendo em um ritmo acelerado. Ferramentas de IA generativa já auxiliam na redação de peças processuais, análise de jurisprudência e até mesmo na organização de dados volumosos nos tribunais. No entanto, com a inovação, surgem novos desafios de segurança da informação. Um dos temas mais urgentes e debatidos atualmente é o fenômeno conhecido como Prompt Injection.

Revista Juristas Lança Sua 6ª Edição com Foco no Impacto Estrutural da Inteligência Artificial e Novas Reformas Legislativas

Já está disponível para a comunidade jurídica nacional a Edição 06 (Maio de 2026) da Revista Juristas. Organizada por Wilson Furtado Roberto e publicada em parceria com a Editora Mizuno , a revista eletrônica cumpre o seu propósito de democratizar o conhecimento de alta qualificação técnica , reunindo artigos doutrinários de magistrados, advogados, promotores e pesquisadores renomados sobre os temas mais urgentes do ecossistema de Justiça atual.