Acusado que matou e roubou advogado é condenado a 16 anos de prisão

Data:

Um homem foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado, mais uma multa equivalente a meio salário mínimo, por sua participação no assassinato e roubo de um advogado originário do Rio Grande do Sul.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca da Capital Catarinense, Santa Catarina, no dia 2 de abril de 2024, onde o réu admitiu seu envolvimento no crime ocorrido em 2 de março de 2022, na área norte da Ilha de Florianópolis. Neste mesmo julgamento, outros dois indivíduos foram absolvidos das acusações. Uma mulher e dois homens ainda aguardam julgamento pelos mesmos delitos, com suas audiências marcadas para a próxima semana.

A extensa sessão do Tribunal do Júri, que durou cerca de 14 horas, contou com a presença de familiares tanto dos acusados quanto da vítima, e incluiu o depoimento presencial de apenas uma testemunha, além dos próprios réus. Cada acusado foi representado por seu defensor designado, sob a observação de assessores, estendendo-se das 9h às 23h30 do mesmo dia. O juiz responsável pela sessão determinou que o condenado não teria o direito de apelar em liberdade, mantendo-o sob custódia no sistema prisional, onde já se encontrava à espera do julgamento.

O caso, conforme apontado pela acusação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), envolveu a associação de cinco homens e uma mulher com o objetivo de assassinar o advogado em sua residência localizada no bairro Rio Vermelho, como retaliação a uma suposta agressão doméstica sofrida pela mulher acusada de orquestrar o homicídio. O advogado, juntamente com sua companheira, havia se deslocado do Rio Grande do Sul para celebrar o carnaval em Florianópolis, onde os perpetradores, alguns dos quais eram ex-clientes da vítima em processos penais, executaram o plano criminoso.

Processo: 50630044220228240023

(Com informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo