Estado indenizará preso baleado durante banho de sol

Data:

Lei determina que Poder Público é responsável por proteger aqueles sob sua custódia

Estado deve indenizar preso baleado durante banho de sol. Pois a lei determina que o Poder Público é responsável por proteger aqueles sob sua custódia. Esse foi o entendimento da comarca de Rubiataba, em Goiás. Com a decisão, foi fixado valor de R$20 mil por danos morais e prejuízos estéticos.

Regalias em presídio da Lava Jato
Créditos: Gatsi | iStock

O caso aconteceu na Unidade Prisional de Rubiataba e o reeducando foi atingido no olho por um agente penitenciário. O preso estava sob efeito de produto tóxico e apresentava um comportamento incomum.

O detento afirmou que o agente público agiu com negligência, uma vez que se encontrava sob a guarda e proteção na carceragem. Ele também pediu indenização por danos materiais.

O juiz Hugo de Souza Silva disse que a Constituição Federal garante aos presos o respeito à integridade física e moral. “A função da Administração Pública é a de fazer cumprir a lei, zelar pela integridade dos detentos”, destacou.

O Estado de Goiás argumentou que não poderia evitar o ocorrido, mas na visão do magistrado as provas deram a entender que o reeducando já havia sido contido no momento dos disparos e recolocado na cela.

Sobre o pedido indenização por danos materiais, que reivindicava pensão vitalícia até os 72 anos por causa da debilidade permanente de um olho, o magistrado levou em consideração o resultado da perícia que não atestou nenhuma limitação ou prejuízo funcional de natureza permanente que o impedisse de trabalhar.

Além disso, o juiz também destacou o artigo 37, parágrafo 6º da Constituição Federal que determina ser de responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responder pelos danos que seus agentes causarem a terceiro.

Número do processo não divulgado.

Notícia produzida com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás.

Saiba mais:

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Hysa Conrado
Hysa Conrado
É jornalista, formada pela Universidade São Judas. Tem experiência na cobertura do Poder Judiciário, com foco nas cortes estaduais e superiores. Trabalhou anteriormente no SBT e no portal Justificando/Carta Capital.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em arquivos de celular apreendido pela Polícia Federal

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo particular que identificou alterações em 657 arquivos e a criação de outros 436 no celular do empresário enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal. O documento questiona procedimentos de preservação e extração de provas digitais e fundamenta o pedido de acesso aos dados originais do dispositivo.

Revista Juristas amplia sua presença no cenário jurídico nacional e valoriza a produção intelectual brasileira

A Revista Juristas vem ampliando sua presença no cenário jurídico brasileiro ao promover a divulgação da produção intelectual de profissionais que contribuem para o desenvolvimento do Direito, o fortalecimento das instituições e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça. Com 11 edições publicadas até outubro de 2026, a revista reúne entrevistas, artigos e reflexões sobre temas que influenciam diretamente a sociedade brasileira.

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo