Por unanimidade, Quinta Turma do STJ reduz pena de Lula

Data:

Ministros afirmaram que medida é justa porque argumentos do TRF4 foram vagos

Por unanimidade, a Quinta do Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 8 anos, 10 meses e 20 dias. Contabilizando a regra de 1/6 do cumprimento da pena, o petista poderá ir para o regime semiaberto em outubro deste ano.

Porém, para ter acesso à mudança de regime, Lula precisa ressarcir os prejuízos definidos pelo juízo. O valor foi estipulado em pouco mais de R$ 2 milhões de reais.

condenação de lula
Crédito: Rogério Cavalheiro / Shutterstock.com

Além do tempo da pena, a Quinta Turma do Tribunal também reduziu a pena pecuniária para 175 dias-multa. Apesar das reduções, manteve o valor do dia-multa em cinco salários mínimos vigentes à época do último crime cometido.

Em segunda instância, o TRF4 aumentou a pena de Lula pela posse do Tríplex em Guarujá para 12 anos e 1 mês de prisão. O então juiz Sergio Moro havia determinado pena de nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Julgamento pendente

Apesar da redução da pena pelo STJ, o ex-presidente ainda tem um julgamento pendente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A corte analisará sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba que condenou o petista pela posse do sítio em Atibaia.

Caso Lula seja novamente condenado em segunda instância, o tempo para mudança de regime prisional será alterado. E primeira instância, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba condenou o petista a 12 anos e 11 meses de prisão.

Reanálise de provas

A súmula 7 do STJ foi o argumento mais citado no julgamento do recurso do ex-presidente na corte. O relator do caso, ministro Félix Fischer, citou o dispositivo inúmeras vezes para reafirmar que a defesa tentou reanálise de provas. A súmula veda essa prática.

Por outro lado, Fischer destacou que a pena aplicada pelo TRF4 merecia redução. O ministro Jorge Mussi acompanhou o relator. Ele destacou que a medida é justa porque os argumentos dos desembargadores para aumentar a punição foram vagos e genéricos.

Segundo Mussi, pouco importa se as penas dos outros réus no caso foram superiores a sete anos. Esse foi um dos argumentos usados pelo TRF4 para aumentar a punição do ex-presidente.

Mussi explicou que a pena deve abarcar os atos cometidos, não elementos externos, por exemplo, crimes cometidos pelos outros acusados.

Agravo regimental no Resp 1.765.139

Saiba mais:
Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo