Funcionária grávida impedida de ir ao banheiro deve ser indenizada

Data:

Gestante urinou na roupa e foi obrigada a ficar no posto até o fim do expediente

Funcionária grávida impedida de ir ao banheiro deve ser indenizada. A decisão unânime é da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4). No caso, a mulher, que sofria de infecção urinária, era caixa de uma rede de supermercados e não conseguiu permissão para ir ao banheiro.

Atendente da Telefônica comprova dano moral por uso restrito de banheiro
Créditos: HuHu / shutterstock.com

Pela proibição, a trabalhadora urinou nas calças e foi obrigada a ficar em seu posto até o fim do expediente. Além disso, a funcionária foi demitida durante o período de gestação e não recebeu as verbas rescisórias devidas.

No processo, a rede de supermercados argumentou que a trabalhadora havia pedido demissão e por isso não recebeu.

O juiz Luís Fernando Bressan, da Vara do Trabalho de Torres, reconheceu o dano moral e determinou a indenização no valor de R$2 mil. Para o magistrado, não ficou comprovado o pedido de demissão.

Por isso, ele obrigou a empresa a pagar salários e verbas trabalhistas referentes ao período da demissão até cinco meses após o parto, além de aviso prévio de 33 dias. A empresa recorreu, mas o TRT4 não aceitou o recurso.

Proibição recorrente

Para a relatora do caso, desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, os depoimentos prestados pelas testemunhas confirmaram a versão da ex-funcionária. A magistrada afirmou que ficou evidente a conduta recorrente da empresa de não permitir que os funcionários fossem ao banheiro quando necessário.

“Em muitas ocasiões essa autorização não era concedida porque o superior hierárquico exigia que os clientes deveriam ser atendidos primeiro”, destacou. A partir disso, decidiu aumentar o valor da indenização para R$5 mil.

Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Número do processo não divulgado.

Notícia produzida com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região .

Saiba mais:

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Hysa Conrado
Hysa Conrado
É jornalista, formada pela Universidade São Judas. Tem experiência na cobertura do Poder Judiciário, com foco nas cortes estaduais e superiores. Trabalhou anteriormente no SBT e no portal Justificando/Carta Capital.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo