Advocacia digital: o que é preciso saber para se destacar no mercado jurídico

Advocacia Digital
Créditos: Sora Shimazaki / Pexels

Todos os produtos e serviços precisaram se adaptar a uma nova realidade digital, especialmente após a pandemia. No meio jurídico, isso não foi diferente. Atualmente, a advocacia digital já é o dia a dia do advogado e, mesmo aqueles que resistiam à tecnologia, precisaram se adaptar. 

A tecnologia veio para facilitar a rotina e garantir mais eficiência na prestação de serviços jurídicos. Contudo, advogados que não sabem usar ferramentas e recursos a seu favor acabam se prejudicando e impedindo o desenvolvimento do próprio negócio. Se você quer se destacar no mercado jurídico e usar a advocacia digital a seu favor, preparamos um post especial. Confira!

O que é a advocacia digital?

Desde o surgimento dos softwares jurídicos, a criação do processo eletrônicos e a informatização do Judiciário, a advocacia digital começou a ganhar mais espaço. O processo de digitalização da advocacia já estava em curso bem antes da pandemia, contudo, com a sua chegada, todos precisaram se adaptar aos meios digitais. 

A digitalização não é um processo exclusivo da advocacia. A título de comparação, o comércio eletrônico se apresenta cada vez mais presente na vida dos brasileiros, sendo que em 2020 registrou alta de 73,88% em relação ao mesmo período de 2019, segundo índice MCC-ENET. Se antes comprar produtos ou contratar serviços pela internet gerava desconfiança, hoje esse ato é cada vez mais comum. Existe um novo consumidor e um novo cliente que é fruto dessa mudança e, certamente, eles acabam impactando a forma como os negócios em geral operam. Ao que tudo indica, existe uma confiança crescente na contratação de serviços pela internet, bem como, na compra de produtos. Muitos clientes e consumidores até preferem esse modelo à compra de serviços físicos.

Na advocacia, a demanda por serviços digitais é real e é preciso estar preparado. Aprender a usar ferramentas digitais para advogados e canais é o principal passo para quem quer aproveitar os benefícios da tecnologia e sair na frente. Abaixo, vamos falar um pouco mais sobre elas. Mas antes, é preciso reconhecer os principais desafios da advocacia digital.

Quais os desafios da advocacia digital? 

Sim, as ferramentas e recursos tecnológicos surgiram para facilitar o dia a dia. Contudo, quando eles não são utilizados de forma correta, eles acabam atrapalhando em vez de ajudar. A advocacia é uma área tradicional, cujo modus operandi de muitos profissionais e escritórios está consolidado há anos. Mudar esses hábitos, por si só, já é um desafio para muitos. Contudo, é preciso se desafiar a aprender sobre novas ferramentas, para assim tirar melhor proveito delas. 

A advocacia digital é muito mais acelerada e, ao mesmo tempo, mais enxuta do que a advocacia tradicional. Assim, usar os recursos para aumentar a produtividade é essencial, especialmente para aqueles que buscam resultados.

Gestão de tempo

Um dos principais desafios da advocacia digital é a gestão de tempo. Se o advogado não tem disciplina para organizar sua agenda e resolver suas tarefas é muito fácil se perder. Frequentemente esse profissional vai se deparar com interrupções, seja por conta de e-mails, mensagens de WhatsApp ou de outros canais. Caso o advogado não seja organizado e passe o dia respondendo mensagens de outros profissionais e clientes, certamente a produtividade e as entregas serão prejudicadas.

Na rotina da advocacia digital, as entregas devem ter prioridade. Uma agenda bem organizada, escolha de canais de comunicação adequados e priorização de tarefas são fatores importantíssimos para quem quer ter resultados. 

Além de saber organizar e priorizar a agenda é fundamental garantir o descanso. Na era digital é muito fácil ser engolido pelo trabalho, já que ele está presente no celular, no laptop e em qualquer lugar que o advogado vá.

Administração de tarefas

Da mesma forma que é necessário gerir o tempo de trabalho, administrar as tarefas também se mostra crucial. Especialmente para aqueles advogados que atuam de forma autônoma, ou gerando uma pequena equipe. 

Todo advogado lida com uma agenda multitarefas. Por isso é preciso separar as atividades para garantir que o dia seja mais produtivo. Apenas para ficar mais claro, concentre as idas ao fórum em um único dia e faça a mesma coisa para reuniões. Transforme as reuniões em uma exceção e não uma regra, já que elas costumam tomar tempo e nem sempre são objetivas. Ao redigir peças, separe um horário específico e desligue todas as notificações.

Essas medidas de administração de tarefas são relativamente simples, mas muitos profissionais não realizam e acabam se prejudicando. 

Conhecimento além do Direito

A advocacia digital requer novas habilidades do profissional que vão muito além dos conhecimentos jurídicos. Hoje, o advogado precisa saber operar uma série de recursos, como softwares jurídicos, questões básicas relativas ao seu site ou mesmo seu perfil nas redes sociais.

Além das ferramentas, também é interessante conhecer um pouco sobre SEO (Search Engine Optimization), campanhas pagas e quais recursos usar para ter mais visibilidade. Para quem quer atuar na advocacia digital também é imprescindível conhecer o cliente e seu público já que eles acabam orientando sua estratégia de marketing digital jurídico.

Estrutura enxuta

A infraestrutura de um escritório de advocacia é um dos principais custos para o advogado. Durante muito tempo, os advogados imprimiam grandes esforços para sustentar escritórios luxuosos e com uma infraestrutura robusta. Hoje, no entanto, o mercado e a clientela estão mudando isso. 

Hoje clientes estão mais interessados em pagar por solução, do que por infraestrutura. Advogados que cobram honorários mais acessíveis porque atuam em uma estrutura mais enxuta estão ganhando mais e mais espaço no mercado. Naturalmente, enxugar a estrutura do seu escritório não deve ser uma regra e deve levar em consideração principalmente o perfil do seu cliente. Para alguns escritórios boutique, por exemplo, vale a pena manter esse tipo de infraestrutura justamente porque o cliente valoriza. 

Como ter um escritório de advocacia digital? 

Com a pandemia, muitos escritórios passaram a atuar com a advocacia remota. A migração total de escritórios físicos para digital também se transformou em uma realidade para muitos. Contudo, não é preciso atuar em um escritório digital para exercer a advocacia digital. Esse modelo está vinculado ao uso de ferramentas e estruturas virtuais, mas não necessariamente à estrutura física. 

É possível trabalhar com a advocacia digital, mesmo que o advogado tenha um escritório físico. A questão é: como ele se organiza, como as rotinas do seu trabalho estão estruturadas e como é feita a interação com o seu cliente. Caso o advogado utilize recursos tecnológicos para executar as tarefas do seu dia a dia, sim, ele já está inserido no contexto da advocacia digital.

Para quem quer fazer essa migração e tirar maior proveito da tecnologia, uma boa dica é estruturar suas rotinas e buscar recursos e ferramentas que possam aprimorá-las. A advocacia digital garante ao advogado maior flexibilidade e mais liberdade, especialmente em termos de localidade. Na prática isso garante ao profissional mais qualidade de vida e também mais eficiência. 

Você já atua na advocacia digital? Veja também como aproveitar mais as redes sociais para advogados. 

*Artigo escrito em coautoria com Helga Lutzoff Bevilacqua

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