Quem são os ministros do Supremo Tribunal Federal? Conheça a formação e a trajetória profissional de cada integrante da Corte

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Os 10 atuais ministros do Supremo Tribunal Federal - STFO Supremo Tribunal Federal (STF) é o órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro e o guardião da Constituição Federal. Compete-lhe exercer, precipuamente, o controle de constitucionalidade das leis e atos normativos, além de julgar ações e recursos de elevada relevância institucional, política, econômica e social.

Conforme o artigo 101 da Constituição Federal de 1988, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são nomeados pelo Presidente da República, após aprovação da maioria absoluta do Senado Federal, dentre cidadãos brasileiros com idade entre 35 e 70 anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

A composição da Corte revela profissionais com trajetórias bastante distintas. Alguns construíram suas carreiras na magistratura, outros na advocacia, no Ministério Público, na advocacia pública ou na vida acadêmica. Em comum, todos possuem destacada atuação jurídica e significativa produção intelectual.

Nesta primeira parte, conheça a trajetória dos seis ministros mais antigos da atual composição do Supremo Tribunal Federal – STF.


Ministro Edson Fachin - Relator da Lava Jato
Créditos: Reprodução / Rede Globo de Televisão

1. Edson Fachin

Edson Fachin nasceu em Rondinha, no Rio Grande do Sul, em 1958, sendo posteriormente radicado no Paraná, Estado no qual desenvolveu praticamente toda a sua carreira acadêmica e profissional.

Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), instituição na qual também concluiu o mestrado e o doutorado em Direito. Ao longo de sua formação, realizou estudos no exterior, participando de programas acadêmicos voltados ao Direito Civil, ao Direito Constitucional e aos Direitos Humanos.

Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal, exerceu durante décadas a advocacia privada, com reconhecida atuação nas áreas de Direito Civil, Direito Constitucional, Direitos Fundamentais, Reforma Agrária e Direito Público.

Paralelamente, consolidou uma das mais respeitadas carreiras acadêmicas do país. Tornou-se professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, lecionando Direito Civil e formando diversas gerações de pesquisadores, magistrados e advogados.

Sua produção científica é extremamente extensa. Publicou dezenas de livros, capítulos de obras coletivas e centenas de artigos científicos sobre Direito Civil, contratos, propriedade, bioética, constitucionalização do direito privado, função social da propriedade, direitos fundamentais e teoria constitucional.

Também integrou diversas instituições acadêmicas nacionais e internacionais, participou de comissões legislativas e colaborou na elaboração de estudos voltados à atualização do Código Civil brasileiro.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pela Presidente Dilma Rousseff, tomando posse em junho de 2015.

No STF, tornou-se relator de alguns dos processos mais relevantes da história recente da Corte, envolvendo direitos fundamentais, combate à corrupção, proteção ambiental, questões indígenas, liberdade de expressão, Direito Eleitoral e controle de constitucionalidade.

Em setembro de 2025 assumiu a Presidência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, conduzindo uma agenda voltada à modernização do Judiciário, ao fortalecimento institucional e à proteção da Constituição.


Alexandre de Moraes
Créditos: Reprodução / TV Justiça

2. Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo, em 1968.

Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde posteriormente concluiu o doutorado, tornando-se professor livre-docente de Direito Constitucional.

Sua carreira acadêmica é uma das mais reconhecidas do país. Durante décadas lecionou Direito Constitucional em diversas instituições de ensino superior, sendo autor de uma das coleções doutrinárias mais utilizadas por estudantes, magistrados e candidatos a concursos públicos.

Sua produção bibliográfica ultrapassa dezenas de livros, destacando-se obras sobre Direito Constitucional, Direitos Humanos, Processo Constitucional, Administração Pública, Segurança Pública e Direito Eleitoral.

Antes do STF exerceu intensa atividade na advocacia pública.

Foi Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP), onde atuou principalmente na defesa do patrimônio público.

Posteriormente assumiu importantes cargos administrativos, entre eles Secretário Municipal de Transportes de São Paulo, Secretário de Justiça do Estado de São Paulo e Secretário de Segurança Pública paulista.

Em 2016 foi nomeado Ministro da Justiça e Segurança Pública.

No ano seguinte foi indicado pelo Presidente Michel Temer para ocupar a vaga aberta com o falecimento do Ministro Teori Zavascki, tomando posse em março de 2017.

No Supremo Tribunal Federal passou a integrar importantes colegiados e tornou-se relator de diversos processos de grande repercussão nacional envolvendo democracia, processo eleitoral, combate à desinformação, segurança institucional, Direito Penal e Direito Constitucional.

Também exerceu a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2022 e 2024, conduzindo eleições gerais e municipais.

Em setembro de 2025 assumiu a Vice-Presidência do Supremo Tribunal Federal.


Gilmar Mendes
Créditos: Reprodução / TV Justiça

3. Gilmar Mendes

Gilmar Ferreira Mendes nasceu em Diamantino, Mato Grosso, em 1955.

Graduou-se em Direito pela Universidade de Brasília (UnB).

Concluiu o mestrado na própria UnB e posteriormente obteve o título de Doutor em Direito pela Universidade de Münster, na Alemanha, uma das mais tradicionais instituições europeias na área jurídica.

Sua formação internacional exerceu forte influência sobre sua produção acadêmica, especialmente nas áreas de Direito Constitucional comparado e controle de constitucionalidade.

Antes de ingressar no STF exerceu a advocacia, foi Procurador da República e ocupou diversos cargos na Administração Pública Federal.

Foi consultor jurídico da Presidência da República e posteriormente Advogado-Geral da União.

Também atuou como professor universitário durante décadas.

É considerado um dos maiores constitucionalistas brasileiros, sendo autor de vasta produção bibliográfica composta por livros, tratados, artigos científicos e comentários à Constituição Federal.

Sua obra sobre controle de constitucionalidade tornou-se referência obrigatória na doutrina brasileira.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, tomando posse em junho de 2002.

Entre 2008 e 2010 exerceu a Presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça.

Também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral.

No Supremo, tornou-se relator de inúmeros processos envolvendo federalismo, separação de poderes, sistema eleitoral, controle concentrado de constitucionalidade, processo penal constitucional e direitos fundamentais.

Atualmente continua sendo um dos ministros mais antigos da Corte e uma das maiores referências acadêmicas do Direito Constitucional brasileiro.


Carmen Lucia
Créditos: Reprodução / TV Justiça

4. Cármen Lúcia

Cármen Lúcia Antunes Rocha nasceu em Montes Claros, Minas Gerais.

Graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Posteriormente concluiu o mestrado em Direito Constitucional na Universidade Federal de Minas Gerais.

Desde cedo conciliou advocacia, magistério superior e produção científica.

Tornou-se professora de Direito Constitucional da PUC Minas, atividade que exerceu por décadas.

Também participou intensamente de congressos nacionais e internacionais, seminários e grupos de pesquisa.

Sua produção intelectual inclui livros e centenas de artigos dedicados ao constitucionalismo, direitos fundamentais, processo constitucional, administração pública, ética pública e direitos humanos.

Antes do STF exerceu a advocacia privada e também atuou como Procuradora do Estado de Minas Gerais.

Participou de importantes comissões de juristas responsáveis por estudos legislativos relacionados à Constituição.

Foi indicada ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomando posse em junho de 2006.

Entre 2016 e 2018 presidiu o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça.

Também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral.

Sua atuação jurisdicional concentra-se principalmente em temas ligados à moralidade administrativa, direitos fundamentais, liberdade de expressão, igualdade, democracia, combate à corrupção e defesa das instituições republicanas.


Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF - José Dias Toffoli
Créditos: Youtube / Band Jornalismo

5. Dias Toffoli

José Antonio Dias Toffoli nasceu em Marília, São Paulo, em 1967.

Graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo.

Após a graduação iniciou carreira na advocacia e posteriormente ingressou na Advocacia-Geral da União.

Exerceu diversos cargos jurídicos ligados à Administração Pública Federal, destacando-se como Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Em seguida foi nomeado Advogado-Geral da União.

Também desenvolveu carreira acadêmica como professor universitário e palestrante.

Participou de cursos de pós-graduação, seminários e atividades voltadas ao Direito Constitucional, Direito Administrativo e processo constitucional.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009.

Na Corte integrou diferentes Turmas e colegiados responsáveis pelo julgamento dos principais processos constitucionais brasileiros.

Entre 2018 e 2020 exerceu a Presidência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

Sua atuação jurisdicional envolve temas relacionados ao pacto federativo, processo penal, garantias fundamentais, Direito Eleitoral, separação dos poderes e segurança jurídica.


Ministro Luiz Fux do STF - Supremo Tribunal Federal6. Luiz Fux

Luiz Fux nasceu no Rio de Janeiro, em 1953.

Graduou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), instituição na qual posteriormente também desenvolveu importante carreira acadêmica.

Antes de chegar aos tribunais superiores exerceu a advocacia, foi Promotor de Justiça e ingressou posteriormente na magistratura estadual do Rio de Janeiro.

Atuou como juiz de Direito em diversas varas cíveis e posteriormente foi promovido ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Sua destacada atuação levou à nomeação para o Superior Tribunal de Justiça em 2001.

No STJ integrou diferentes seções responsáveis principalmente pelo julgamento de matérias de Direito Privado.

É professor universitário há décadas e possui uma das mais extensas produções doutrinárias da magistratura brasileira.

Publicou dezenas de livros sobre Direito Processual Civil, Direito Civil, precedentes judiciais, arbitragem, recursos, teoria geral do processo e efetividade da jurisdição.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pela Presidente Dilma Rousseff, tomando posse em março de 2011.

Entre 2020 e 2022 exerceu a Presidência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

Sua atuação no STF é marcada especialmente pelos julgamentos envolvendo processo civil constitucional, precedentes obrigatórios, arbitragem, tutela coletiva, inteligência artificial aplicada ao Judiciário e modernização da Justiça.


Ministro do STF - Kassio Nunes Marques
Créditos: Youtube / Jovem Pan News

7. Nunes Marques

Kassio Nunes Marques nasceu em Teresina, Piauí, em 1972. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e, ao longo de sua formação, realizou cursos de especialização em Direito Processual e Ciências Jurídicas. Também concluiu mestrado em Direito Constitucional, ampliando sua atuação acadêmica na área do direito público.

Iniciou sua trajetória profissional na advocacia privada, atuando especialmente nas áreas de Direito Civil, Empresarial, Tributário e Eleitoral. Paralelamente, exerceu funções na advocacia pública e prestou assessoria jurídica a órgãos governamentais e entidades públicas.

Posteriormente, ingressou na magistratura federal, sendo nomeado juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), inicialmente pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Na Corte Federal, especializou-se no julgamento de matérias relacionadas ao Direito Administrativo, Tributário, Ambiental, Constitucional e Financeiro.

Durante sua permanência no TRF-1 participou de diversos colegiados administrativos e jurisdicionais, destacando-se pelo julgamento de processos envolvendo grandes contratos públicos, licitações, improbidade administrativa e conflitos federativos.

Além da atividade jurisdicional, desenvolveu intensa participação em congressos jurídicos nacionais e internacionais. Também lecionou em cursos de pós-graduação e integrou bancas examinadoras voltadas à formação de magistrados e operadores do Direito.

Sua produção científica reúne artigos e estudos sobre Direito Constitucional, Processo Civil, Direito Administrativo e Federalismo, além de palestras frequentemente ministradas em instituições jurídicas brasileiras.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Jair Bolsonaro em 2020 para suceder o ministro Celso de Mello.

Desde sua posse passou a integrar julgamentos envolvendo temas constitucionais relevantes, como controle concentrado de constitucionalidade, Direito Penal, Direito Tributário, Direito Eleitoral, liberdade econômica e garantias fundamentais.


STF - Ministro André Luiz de Almeida Mendonça
Créditos: Youtube / Jovem Pan News

8. André Mendonça

André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos, São Paulo, em 1972.

Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru e posteriormente concluiu especializações e o título de Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, desenvolvendo pesquisas voltadas ao Estado Democrático de Direito e aos direitos fundamentais.

Sua carreira profissional iniciou-se na Advocacia-Geral da União, instituição na qual ingressou mediante concurso público para o cargo de Advogado da União.

Ao longo de mais de duas décadas ocupou diversos cargos estratégicos na AGU, tornando-se referência em Direito Público, controle de constitucionalidade, patrimônio público e defesa judicial da União.

Também exerceu a função de Advogado-Geral da União, coordenando milhares de processos perante o Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e demais tribunais superiores.

Posteriormente assumiu o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública, liderando políticas nacionais relacionadas à segurança pública, combate ao crime organizado, defesa da cidadania e proteção das instituições democráticas.

Paralelamente, consolidou carreira acadêmica como professor universitário, palestrante e pesquisador.

Publicou artigos científicos e capítulos de livros voltados principalmente ao Direito Constitucional, Direito Administrativo, liberdade religiosa, direitos fundamentais e advocacia pública.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Jair Bolsonaro e tomou posse em dezembro de 2021.

No STF passou a integrar julgamentos relacionados à liberdade religiosa, garantias constitucionais, proteção das minorias, Direito Penal, Direito Administrativo, Direito Digital, proteção de dados pessoais e segurança pública.

Sua atuação acadêmica continua intensa, participando frequentemente de conferências nacionais e internacionais sobre constitucionalismo e direitos fundamentais.


Ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal - STF
Créditos: Youtube / TV Justiça

9. Cristiano Zanin

Cristiano Zanin Martins nasceu em Piracicaba, São Paulo, em 1975.

Graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), instituição onde consolidou sua formação jurídica e iniciou sua carreira profissional.

Desde o início da advocacia dedicou-se especialmente ao Direito Penal Econômico, Processo Penal, Direito Constitucional e defesa das garantias fundamentais.

Ao longo de mais de vinte anos de atuação profissional tornou-se um dos advogados criminalistas mais conhecidos do país, participando de processos de elevada repercussão nacional perante o Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e tribunais federais.

Sua atuação em casos complexos envolvendo criminalidade econômica, corrupção, cooperação jurídica internacional e direitos fundamentais lhe conferiu reconhecimento nacional e internacional.

Também desenvolveu intensa produção acadêmica.

É autor de livros, artigos científicos e capítulos de obras coletivas dedicados ao devido processo legal, presunção de inocência, garantias processuais, cooperação internacional, direitos humanos e processo penal constitucional.

Participou de congressos jurídicos em diversos países, atuando como conferencista em temas relacionados ao combate ao abuso de autoridade, Direito Penal Econômico e garantias fundamentais.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

No Supremo passou a integrar julgamentos envolvendo Direito Penal, Direito Constitucional, garantias fundamentais, processo penal, direitos humanos, controle de constitucionalidade e Direito Econômico.

Sua chegada ao STF acrescentou à Corte uma sólida experiência oriunda da advocacia privada perante os tribunais superiores.


Ministro do STF Flávio Dino
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

10. Flávio Dino

Flávio Dino de Castro e Costa nasceu em São Luís, Maranhão, em 1968.

Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), instituição na qual posteriormente também exerceu atividades docentes.

Ainda jovem ingressou na magistratura federal, tornando-se juiz federal da 1ª Região. (TRF1)

Durante sua carreira na Justiça Federal atuou principalmente em causas envolvendo Direito Constitucional, Administrativo, Tributário, Direitos Humanos e Direito Econômico.

Posteriormente exerceu funções administrativas na Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), participando de importantes debates institucionais sobre a modernização do Poder Judiciário.

Após deixar a magistratura ingressou na vida política, exercendo mandato como deputado federal.

Também presidiu a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).

Entre 2015 e 2022 governou o Estado do Maranhão por dois mandatos consecutivos.

Em seguida assumiu o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública, coordenando políticas nacionais voltadas ao enfrentamento do crime organizado, fortalecimento da segurança pública, proteção das instituições democráticas e cooperação federativa.

Sua carreira acadêmica sempre permaneceu ativa.

Foi professor universitário de Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Público.

Publicou diversos artigos científicos e livros sobre constitucionalismo, democracia, federalismo, administração pública e direitos fundamentais.

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomando posse em fevereiro de 2024.

No STF passou a integrar julgamentos envolvendo Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Eleitoral, segurança pública, federalismo e direitos fundamentais.

Sua experiência reúne magistratura, docência, gestão pública, atividade parlamentar e administração do Poder Executivo, tornando sua trajetória uma das mais diversificadas entre os atuais integrantes da Corte.


A pluralidade de experiências fortalece o Supremo Tribunal Federal – STF

A atual composição do Supremo Tribunal Federal evidencia a diversidade de experiências profissionais prevista pela Constituição Federal.

Os ministros possuem trajetórias que abrangem a magistratura estadual e federal, a advocacia privada, a advocacia pública, o Ministério Público, a docência universitária e a administração pública.

Outro aspecto marcante é a elevada qualificação acadêmica da Corte. Grande parte dos ministros possui títulos de mestre, doutor ou pós-doutor, além de formação complementar em universidades brasileiras e estrangeiras.

A produção científica também merece destaque. Livros, tratados, comentários à Constituição, obras de Direito Constitucional, Processo Civil, Processo Penal, Direitos Humanos, Direito Administrativo e Direito Tributário escritos pelos atuais ministros são amplamente utilizados em universidades, cursos de pós-graduação, concursos públicos e na prática forense.

Essa combinação entre experiência profissional, sólida formação acadêmica e produção doutrinária contribui para que o Supremo Tribunal Federal continue exercendo seu papel constitucional de intérprete máximo da Constituição da República e de guardião do Estado Democrático de Direito.

Supremo Tribunal Federal - STF
Créditos: R.M. Nunes / Shutterstock.com
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